segunda-feira, 28 de março de 2011

100 gols de um goleiro

Cara, não tem nada mais emocionante que isso! Não existe sorte na vida, a sorte é o encontro da capacidade com a oportunidade e Rogério M1TO Ceni CEM é um exemplo disso! Um jogo que classificou o SP para a outra fase, que derrubou um tabu de 4 anos, que deu a primeira vitória em clássicos do ano, foi o mesmo jogo que coroou o 100º gol do mito do futebol chamado Rogério Ceni!

Valeu capitão! Devemos tudo isso a você! Ouçam a narração do centésimo na voz de José Silvério, arrepia!!!

domingo, 13 de março de 2011

Jogadores com Sobrenome

Ademir da Guia (do palmeiras), Pelé (do Santos), Sócrates (do corinthians), Raí (do São Paulo), Zico (do Flamengo), Roberto Dinamite (do Vasco).
Acabou a época dos jogadores com sobrenome. Hoje, alguns trocados a mais na recheada conta bancária fazem os grandes jogadores trocarem de clubes, se lixando para o amor da torcida ou da sua própria carreira. Mas nem tudo está perdido!
No mesmo ano em que Ronaldinho Gaúcho cuspiu na história da sua casa, o Grêmio, voltando para o Brasil e ao invés de ir para o Grêmio, clube que o revelou e que está disputando uma competição internacional, foi para o Flamengo. Temos grandes nomes ensinando que dinheiro não é tudo na vida, um deles e eternizando seu nome na história do clube. Um deles é Luis Fabiano!
Após passar bastante tempo na Europa e alcançar seleção brasileiras, sendo desejado por grandes clubes europeus, Fabuloso volta ao Brasil para o clube que o revelou!
Luis Fabiano ensina para essa galera que eternizar o nome vale mais que algum dinheirinho a mais na conta bancária! Ah se o Amoroso e Danilo tivessem seguido seu exemplo!

Esse vídeo abaixo mostra o que é um jogador apaixonado pelo clube de verdade! E nem precisou transar com travestis para isso hein!

quinta-feira, 10 de março de 2011

PASTOR ULTIMATE FIGHT

Gente, nada contra só um pouquinho de humor para alegrar o dia...rsrsrs!

quarta-feira, 9 de março de 2011

ENTRE GATAS E CACHORROS: UM TRATADO MACHISTA



Por Fernando Santana Rodrigues

E como pensasse tanto a respeito da questão, que mesmo Freud em sua vasta proficiência, jamais conseguiu responder, me dei por vencido e deitei-me com a nítida sensação de que já houvera debatido tantas vezes sobre este assunto, que já estava gasto de tanto cogitar e perder tempo. Precisava de certezas, mas não havia nenhuma. Cientificamente é impossível explicar certas coisas, principalmente elas.

Meu apartamento era próximo do meu consultório, eu morava umas duas quadras de distância dali, às vezes quando desejava fazer exercícios ia a pé, mas como sempre estava com pressa ia de carro; das 7h00 da manhã até as 19h00 eu atendia pessoas de todo tipo: idealistas, realistas, endividados, doutores, frustrados, românticos, superativos, mórbidos; cheguei à conclusão de que realmente ninguém é normal, começando por mim que trabalho doze horas por dia com meia hora de descanso, fazendo um almoço sempre engolido, mal digerido. Querendo enriquecer dr. Alfred Ethos? Às vezes me pergunto. Creio que não, enriquecer é como qualquer dom, na maioria das vezes se nasce com ele ou se é amigo de alguém que nasceu com ele, ou melhor ainda, se casa com alguém que nasceu com ele, mas a questão para mim talvez não seja enriquecer e sim esquecer. Consumir o tempo. Esquecer das coisas. Quem sabe esquecer a questão que me assola com freqüência. Ah Freud, se eu pudesse saber o que elas.
Na manhã de três de julho de... acordei com um mau pressentimento, como se alguém acabasse de morrer ou estivesse morrendo, o dia foi extremamente pesado, como se não houvesse pregado os olhos pela noite inteira, eu dormia acordado, à medida que meus pacientes percebiam o meu descontrole, a minha ausência, tentei disfarçar que estava bem, mas não estava; pelas 16h00 receitei um remédio a um paciente e pedi que Ana Lúcia desmarcasse todas as outras consultas. Acho que naquela hora eu é que precisava de um psiquiatra. Tombei no sofá. De casa ou do consultório? Não lembro mais. Lembro apenas da gata roçando o meu pé, pedindo carinho, e eu desajeitado fazia um fugir, chutava de leve. Na minha cabeça era tudo como cartas: embaralhadas. A alma na mesa de jogo, eu olhava as cartas, uma seqüência de copas, um ás, um dois, quatro e cinco. Faltava uma carta. Sempre falta uma carta na vida. Um copo de uísque. Nunca fui de beber, mas naquela noite eu bebi, principalmente quando percebi que Ana Lúcia fechava a porta do consultório, após ligar para o marido e dizer que havia muito serviço e por isso chegaria mais tarde em casa. Mais tarde, como isso? E quando vi que ela se insinuava a mim como se reclamasse sexo, entendi tudo, como eu bebesse não pensei outra coisa senão que eu estava exagerando na dose. Ela me ameaçou, disse que acabaria com minha carreira se eu não me deitasse com ela, me esquivando eu brinquei que poderia até deitar com ela desde que não se importasse com meus roncos, o que a fez ficar mais brava ainda, uma felina. Uma mulher espantada e linda, sem um neurônio sequer. Enraivecida. Jogou-se sobre mim no sofá, abriu o colarinho da minha camisa com os dentes, deslizou para baixo, estranhamente tirou meus sapatos, lambeu meu dedão do pé direito com a ponta da língua e ficou roçando seu rosto na minha perna. Que loucura meu Deus! Senti o corpo fervilhar e pensei em como tudo aquilo era estranho e bom. Ouvi longe um som, distante, talvez pela bebida, talvez pelo sono. Acordei com o telefone tocando, a minha gata Tica, preguiçosa, estava em cima da minha perna, atendi e era Ana Lúcia, minha secretária, perguntando se eu havia melhorado da indisposição. Com uma voz doce, infantil, de mulher carente. Eu respondi com outra pergunta: você costuma fazer a mesma coisa por seu marido ou é por que eu pago seu salário no final do mês? E desliguei. Grosseiro? Talvez. A mulher é um puro interesse. Fazia tempo que notava nela aquela falta de autenticidade, parece que fazia tudo forçado, como se tudo fosse artificial, parece mesmo que fazia força para ser alguém interessante.

Dia três de julho, lembrei depois, era o aniversário da minha ex-namorada da época do colégio. Tocou o telefone. Minha cabeça estourando. Era a minha ex-mulher, reclamando a pensão. Desliguei e tocou novamente, atendi e era o marido de Ana Lúcia me xingando com todos os nomes feios possíveis. Eu o mandei também para outros lugares, e a mãe e a tudo. Desliguei. Como entender essa gente? A mulher dele queria botar chifres nele comigo, eu dei um chute nela, ele a viu chorando, toda sentimental, e veio tirar satisfação. Talvez seja maldade, mas por essa e outras eu devia era ter enfeitado a cabeça deste sujeito. O duro é que quando não se tem mais paciência com as mulheres fica difícil, quase impossível, pois chega um tempo da vida em que elas se tornam tão aborrecíveis quanto um animal, quanto a gata Tica por exemplo, que só me dá gastos com ração e faz cocô sempre no lugar certo. Acendi outro cigarro, e dessa vez acordado, entre uma baforada e outra, pousei o olhar sobre aquele pequeno objeto, entre os dedos, fumaçando, acabando. Meu vício é como a vida. Parece estranha essa idéia, eu sei, mas não pude deixar de perceber como ele estava acabando em minhas mãos, com prazer e algumas tragadas, percebi no final que tudo acaba, inclusive o cigarro, os dedos, os dentes, o pulmão; inclusive a paciência com elas.

Como num jogo de quebra-cabeças, pensei se Freud estava falando sério, se era mito ou não. Poderia ser mito tudo aquilo, chequei em alguns livros e não achei nada. Lembrei de ter ouvido a tal história num filme. Pode ser... Lá de cima do prédio, da janela, amarrotado, já de manhã, eu olhei, com outro cigarro entre os dedos, a rodinha delas conversando em frente a uma casa, lá embaixo. Cheias de fofoca no sangue. Parecia um cardume imbecil de vozes. Queria pôr fogo nelas. Continuei pensando... e o que se pode fazer nessa vida infeliz além de pensar? Enquanto o marido dessa gentinha trabalha, elas ficam conversando sobre a vida alheia; mas também não se pode generalizar, algumas vezes as mulheres surpreendem, contudo na maioria das vezes não, nunca. Algumas trabalham, estudam, fazem sexo, cuidam das crianças, cuidam da casa, fazem de tudo, mas mesmo assim são tão. Lembro-me de Byron, de como as mulheres o adoravam, contudo ele dizia que a uma mulher basta um espelho e meia dúzia de bombons para iludi-la. Frustrado eu? Jamais. É a mulher que é um bichinho presunçoso e dependente. Minha mãe, minha irmã, minha tia, minha... Peguei o cigarro e apaguei na língua, de tanta raiva; pois é, você não acredita? Nem eu, apenas pensei na possibilidade e joguei fora. Precisava de alguma coisa. Precisava esquecer. Precisava de uma mulher? Não, não, o diabo precisa de mulher, de conta do cabeleireiro para pagar, dela perguntando se ficou bonito ou feio e o homem tendo que mentir, dela perguntando quem chegou, quem saiu, quem foi, quem não foi, fazendo ciuminho idiota e tudo o mais; eu não, nunca.

Estupidamente comecei a pensar em uma mulher perfeita, ou quem sabe melhorada. Talvez uma que não possuísse cérebro. Porém descartei isso, a mulher por si só já é desprovida de cérebro. Shoppings, unhas, cabelos, príncipe encantado: a moda, ai a moda, sempre ela. Mulher é um bicho iludido. Pensei que a mulher perfeita devia ser aquela que possuísse cérebro mas não tivesse língua. Cai em completo silêncio. Nem só de sexo viverá o homem, falei sozinho. Quero alguém, mas uma mulher incomunicável não é exatamente o que preciso ou quero. Mas casar de novo? Só para descasar depois. Não, acho que não. Permaneci surdo, vendo longe.
Assim me surgiu uma idéia, e que idéia aparentemente esplendida me veio. Por essa nem mesmo Freud esperava. A mulher perfeita devia ser uma cujo coração fosse feminino, o corpo feminino, o jeito feminino, mas o cérebro fosse de um homem. Zombe o quanto quiser, mas naquele momento a idéia parecia boa, me empolguei com ela. Para mim era isso que me faltava. Uma mulher que pensasse como eu. Uma companhia que soubesse dialogar, que me entendesse. Deixei um sorriso escapar e sonhei com a possibilidade de alguém assim existir, quando me dei por mim que a coisa era quase impossível: des-sonhei. Peguei meu paletó e decidi dar uma volta, fui a pé, não por causa dos exercícios, mas porque queria pensar. Quem dera o homem não pensasse, seria mais feliz! Será que é por isso que as mulheres são felizes mais facilmente? Ou será que elas se iludem com a idéia de felicidade mais facilmente? Não sei. Sei que quando estava a atravessar a rua, detalhe: eu estava na faixa dos pedestres, o sinal verde para mim; uma louca passou com um carro em alta velocidade, ela quase me matou, eu xinguei até as tantas, falei que só podia ser mulher no volante e outras coisas mais. Como houvesse muita gente ali perto, uma voz masculina vindo não sei de onde, disse: mulher em geral é cuidadosa, só que essa dirige como se fosse um homem. Eu procurei a voz para responder à altura e não encontrei. Será possível, refleti, se a única mulher com cérebro de homem que existe quase me atropelou, este mundo está mesmo perdido. Sem perder tempo peguei o celular e liguei para Ana Lúcia, pedi desculpas a ela. No outro dia dei-lhe flores no serviço, ela me perdoou e disse que ia ficar até mais tarde no trabalho para adiantar o atrasado do dia anterior. Eu sorri cheio de malicia. Foi mais fácil que dar ração para a Tica. Quem precisa entendê-las afinal? É só saber usá-las.