quinta-feira, 22 de julho de 2010

Os Super-heróis não precisam de Deus


*Repostagem

“Nessas horas que eu me lembro que o sofrimento é um megafone

É Deus pra mim gritando que eu não sou o super-homem

Que sou de carne e osso, que vou passar sufoco

Vou fazer o quê? Não vou esconder meu choro.

Às vezes é mais fácil fingir, eu sei! Fazer de conta que tá tudo bem.

Que tá tudo zen! Disfarçar que não tem nada dando errado, mas eu não sou o superman.

Muito falso herói se achando o tal, iludido com aplausos, elogios, com pedestal. Até eu já vacilei! Dei bobeira, viajei! Esqueci que levo tombo como qualquer um!

Eu sou diferente, igual a todo mundo

Sem Você eu não sou ninguém

Eu sou igual a todo mundo

Não existe superman!”

Trecho da música da banda Fruto Sagrado, composição de Bene, Sylas e Marcão.



Porque o homem tanto insiste em tentar ser uma fortaleza, enquanto sua realidade é um ser carregado de deficiências e humanidade?

Vivemos numa sociedade cristã que exige que todos os dias a gente finja ser uma mentira de super-herói, daqueles tão ridículos quanto os personagens secundários da Liga da Justiça que eu assistia quando criança. Daqueles que ficavam na TV apenas 3 meses e depois caíam no esquecimento como Jaspion, Jiraya ou Jiban.

Uma sociedade cristã que não permite que a gente erre, que a gente enfraqueça, que a gente se desanime, que a gente mostre nossa humanidade. Temos que ser super-crentes, com um sorriso amarelo no rosto, gel nos cabelos e uma nota de 50 aparecendo no bolso, ainda que seja falsa, ainda que o sorriso esconda um inferno interior e o gel recapeie o telhado de um “tsunami” de preocupações e incertezas que devoram nossa mente desesperada.

Qual o motivo de tudo isso? Para quê viver mandamentos que condenam a mentira, sendo que vivemos uma mentira disfarçada de verdade?

Vivo dias dos quais eu gostaria de ser somente o Saulo que Deus criou e conhece muito bem.

Aquele que gosta de música secular, ama poesia e ama vagar sem rumo. Aquele que ama a igreja mas se cansou de ouvir balela, que ama Jesus mas se enfadou com as mensagens baratas, tão baratas como os perfumes de bandeja da rua 25 de março, que enojam, nauseiam, revoltam e dão vontade de jogar tudo para o alto.

Penso que Deus amou a mim e ao homem, mesmo conhecendo a infinidade de nossos defeitos, apostando em nós a propagação do evangelho, missão que negou até aos santos anjos (1Pedro1:12). Se Deus me conhece e me ama como sou por que preciso fingir que sou alguém que vive a plena riqueza e prosperidade de Deus e que não passo apuros financeiros? Por que preciso fingir que sou um homem que não sente dor, sendo que choro, me magôo e me abato com as adversidades como qualquer ser humano comum? Porque preciso fingir que sou o Superman, sendo que como homem, meus erros são advogados pelo Mestre de todos os Mestres, a saber, Jesus Cristo?

Sabe o que eu penso? Penso que ser homem é um dom, uma benção… Uma riqueza que nem mesmo os anjos no céu puderam ter. Saber que temos perdão para nossos pecados, consolo para nossas tristezas, refrigério para nossa alma abatida e colo para nossos pés cansados.

É por isso que ainda sou cristão! Porque sou homem, falho e pecador e com isso, preciso de Deus à cada segundo, afinal, os super-heróis não precisam de Deus!


Ficai firmes!



SAULO FERREIRA

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