segunda-feira, 19 de julho de 2010

LEI DA PALMADA



Uma nova abolição da escravatura?

Na época da escravidão, o senhor do quilombo, embora a vista de quem visse de fora fosse um homem cruel, sádico, munido apenas de seus interesses financeiros e desprezando totalmente quaisquer sentimentos humanísticos, era como hoje é, um empresário que tinha objetivo bem traçado: ganhar dinheiro a custa daqueles que o serviam.
Hoje, após princesa Isabel assinar um papel que daria liberdade aos escravos, vivemos numa sociedade que arrisco afirmar, seja tão dura e cruel como era a escravidão. Arrisco até dizer que seja tão pouco mais, pois na escravidão não existia salário, décimo terceiro, férias e nem nada, porém se o escravo adoecesse gerava grande prejuízo, por isso teria de ser bem alimentado e bem cuidado. O que será que era mais vantajoso?
Eu acredito que vivemos numa escravatura tão igual a anterior que recebemos algumas ordens e dentro de uma pseudo-democracia, nossos veículos de comunicação nos empurram uma idéia deturpada sobre algo que nos gera uma falsa percepção do que acontece na realidade.
De manhã, antes de trabalhar, assisto ao noticiário e só vejo desgraças que são sabiamente rotuladas por meu pai como: mundo cão! Animais que espancam seus filhos e que certamente antes espancaram seus pais e suas esposas e por causa de animais como esses hoje fomos proibidos de dar “palmadas” em nossos filhos.
Então passo a me lembrar da minha infância e das crianças que compartilharam comigo aquela época. Hoje eu vejo a minha família, o que sou e o que se tornaram a grande maioria desses que eu conheci: alguns presos, alguns mortos, alguns morando na rua e dou graças a Deus por várias vezes em que quando desisti de algo, fui intimado pelos meus pais a insistir sob ameaça do chinelo, pois hoje vou até o fim em minhas convicções. Dou graças à Deus por vezes em que apanhei quando desrespeitei um idoso, pois hoje consigo enxergar neles a experiência que preciso no meu dia-a-dia. Agradeço a Deus por ter sido duramente castigado com a bíblica “vara da correção” pois ela me ensinou a ter disciplina, respeito e limites. Coisas que me fizeram ter uma infância saudável, uma juventude segura e uma fase adulta madura.
Ainda não tenho filhos e se essa tal lei for aprovada vou pensar seriamente se terei, pois se eu não puder ter a grande honra de educar meus filhos como meus pais me educaram não vou me arriscar a fazê-lo.
Agora pensem a primeira a inventar essa palhaçada foi a “rainha dos baixinhos” Xuxa Meneghel, será que quem criou e educou a Sasha foi realmente a Xuxa? Será que ela tinha tempo de acompanhar, conversar e educar sua filha? Se ela não consegue ter nem um marido, que moral ela tem para achar que pode criar um novo modo de formar uma sociedade?

Ficai Firmes!

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