quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

EU SEI QUE MEU REDENTOR VIVE E POR FIM SE LEVANTARÁ...



* Artigo publicado em meu blog em 2008, republicação pela atualidade de seu conteúdo.

Todos aqui nesse blog conhecem meu pensamento. Há um verso bíblico que cita que: “a boca fala do que cheio está o coração (Mat 12:34)” e isso é tão verdade, quanto verdadeira era a inspiração de quem o falou.

Ainda estou profundamente enojado e ansioso por ver até onde viverá a teologia mentirosa de prosperidade, onde os papas evangélicos exploram a fé das cansadas e exauridas ovelhas e, em cima de sua fé, constroem impérios. Com carros, casas e alguns até seus haréns.

Tenho sido guiado por Deus para adorá-Lo ainda mais nessa situação, visto que, se os “grandes homens de Deus”, os maiores líderes cristãos do Brasil, estão cuspindo no santo evangelho de Cristo, sabotando o sangue dAquele que se entregou de forma paradoxal à qualquer regra, técnica ou filosofia humana, eu tenho mais do que nunca a obrigação de convocar o povo santo à prostrar-se diante do Rei que vem, e agradá-Lo com seu louvor e canções. Maranata!

Em um momento de meditação, frente ao desgosto enfrentado a cada palavra bíblica deturpada e cada notícia escandalosa veiculada, em que vejo os “banqueiros da fé”, usando seus artifícios para persuadir as pessoas, pensando talvez que as pessoas são tão fáceis de enganar quanto sua fé, que frente ao dinheiro se corrompeu esquecendo dAquele que é a fonte de toda a benção, lembrei-me de quando Deus me aliviou a “úlcera” que ardia em meu coração machucado com uma palavra que até hoje vive em minha mente e coração: EU AINDA SOU O “CABEÇA” DA IGREJA!

Eu sei que, para muitos, é muito difícil olhar tudo isso sem se revoltar! Muitas igrejas estão adotando esse método com a ideologia de que parece “estar dando certo”!

Eu sei que muitos pastores, até por inocência, acabam usando das técnicas da teologia da prosperidade, por pura boa fé, não buscando enriquecer as custas do povo, mas esperando que suas ovelhas sejam sim, abençoadas financeiramente. Porém esquecem que Jesus disse que: “A vida de um homem não se constitui na quantidade de bens que ele possui” e que “ninguém pode servir à dois senhores, pois se achegará a um e aborrecerá o outro, não pode um homem servir à Deus e as riquezas (Luc.16:13)” e acabam pregando uma mensagem em que o homem deve ser rico e próspero, causando no mesmo um sentimento errôneo de ambição por bens materiais, e lhe tirando o foco do sentimento matriz, inicial, genuíno e essencial que é a pátria celestial: a grande e maior conquista de todo o crente!

Nós que nascemos de novo em Cristo, que amamos seu evangelho, nos sentimos mal com tudo isso que é indevidamente ensinado e não devemos jamais nos calar, nem nos conformar com essa situação. Contudo, devemos lembrar também que JESUS É O CABEÇA DA IGREJA, e esse posto não ser-lhe-á tirado jamais, pois foi comprado com um preço que nem todos os bens materiais, riquezas, ouro, fazendas e poder desse mundo poderiam pagar: o seu sangue!

E são nesses momentos de frustração e desânimo que me lembro de como Jó, em uma situação de miséria, abandono e aridez espiritual se recordou em sua essência e disse em alta voz: “Eu sei que meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre toda a Terra (Jo 19:25)”.

Creiam nisso amados: Ele é “o cabeça”! E por fim se levantará sobre toda terra, como justo juiz a julgar aqueles que permaneceram fiéis!



No amor dAquele que controla o universo e faz viver uma igreja santa em meio sujeira e imundice.



Ficai Firmes!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Confissão II - Uma epístola para Deus



Por Fernando Santana Rodrigues, acesse:
http://www.jogoinverso.blogspot.com/

Deus, eu gostaria de lhe dizer que não te amo.

Que nunca te amei...
Que não sei se um dia vou te amar.

Queria muito te amar, mas não sei se sou capaz de amar alguém,
Isto é, amar alguém que não seja eu...

Tudo o que procuro nas pessoas, sou eu
E quando não me encontro nelas, não amo...

Deus, você nem mesmo existe, como posso amá-lo?
E suponhamos que você exista, o que muda?
Eu não te amo simplesmente porque não sei amar...

Achei que te amava porque também te louvava
Também te adorava,
Também batia palmas,
No meio da congregação...

Se o fiz, fiz para me sociabilizar, fiz pelo grupo...
Foi uma dose de Deus, para quem só bebe socialmente...

Mas ficar bebado, me embriagar... não... isso nunca.

...

Contudo, o que houve ainda há pouco?

Eu fechei a porta, levantei as mãos, e chorando
comecei a cantar... cantei uma canção a ti...

Eu, sem que ninguém estivesse olhando, e por que, se não te amo?

Por que me importo tanto assim com você, se não te amo, nem te quero, nem te adoro?

...

Em meio ao sono de uma sexta-feira sem gosto, sem graça...
Concluo que...

Se te busco Deus, é porque você é o único que sabe quem realmente eu sou.

Sempre soube que sou o criminoso, e nunca me delatou...

Sendo assim, não precisa me amar viu,
basta saber quem eu sou.


Respeitosamente,
F.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A VIRILHADA no Brasil!!!

É fato que há muito tempo a música gospel brasileiro virou referência de qualidade no Brasil, entretanto, nossa querida pátria ainda insiste em resgatar movimentos culturais pífios para nossa nação. As músicas que só falam de sacanagem, sensualidade, traição, sem contar a porcaria de musicalidade usada nesses lixos culturais e a mídia espalha isso para a nação.
Esses dias assisti na MTV, que embora veicule muita coisa ruim também, mas musicalmente equilibra um pouco o Brasil, uma sátira feita sobre a música brasileira.
Sinceramente eu me mijei de rir e acho que vocês também rirão, assista o vídeo abaixo e grande abraço!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A “privada”, uma unanimidade entre todos que nos faz iguais.



Por Saulo Ferreira.


Ele levantou da cama atrasado e o súbito despertar ativou seu mau-humor que durou exatas 24horas. O comentário de sua esposa sobre os desejos de um bom dia de trabalho ele ignorou enquanto arrumava o terno e fugia porta da sala afora. O porteiro, o sêo Manoel da padaria, a secretária, o assistente e pelo menos 10 fornecedores daquela segunda-feira chuvosa, foram totalmente desprezados pelo empresário que na sua correria esqueceu também de agradecer a Deus pelo seu dia. Às 16hs da tarde, a secretária lembrou da reunião com aquele importante cliente que há meses ele lutava para captar, contudo aquele dia não lhe havia sorrido e também o cliente ele ignorou. Seu chefe o chamou a sala, mas a desculpa de muitos afazeres o fizeram conseguir optar em desprezá-lo também, naquele dia Soares já havia decidido: hoje não tenho tempo para ninguém! Ninguém! Foi então que ele sentiu algo que o fez mudar de idéia: uma forte contração intestinal, que ele até tentou ignorar, mas não teve jeito!
Num dia atípico, onde Soares, um empresário, bem sucedido, inteligente, ousado e dono de suas ações, decidira não atender a ninguém, não pode ter sua vontade realizada, quando recebeu um forte chamado da senhora privada.
O vaso sanitário moderno, ou simplesmente: privada, como é mais conhecida, foi inventada por Joseph Bramah, um engenheiro inglês, que viveu entre 1748-1811, embora o mais antigo padrão de realizar suas necessidade sentado no vaso, já havia sido inventado pelos egípcios a 2100 a.c.. Desde então, a privada deixou de ser apenas uma opção, para se tornar fundamental na vida da grande maioria dos seres humanos de todo o planeta.
Dos mais poderosos aos mais simples, sejam brancos, negros, jovens, velhos, estudados ou não, todos que vivem em sociedade despedem parte dos preciosos minutos de seu dia para visitar a dita citada, quer queira ou quer não.
É muito difícil conseguir agendar uma reunião com aquele empresário Fulano de tal. Ele não recebe ninguém, sua agenda é atarefadíssima e seus minutos são tão contados que quando conseguimos um horário, esse é daqui meses adiante. Nem sua mulher tem o prazer de vê-lo com tanta freqüência. Contudo, na agenda desse homem tão importante sempre há 15 minutinhos para visitar a privada e “ai dele” se tentar ignorar esse encontro diário.
Novas convicções religiosas nos fazem diferentes, o time que torcemos, o partido político que defendemos, a nação onde nascemos, a roupa que vestimos. Nossos gostos pessoais e nossa cultura nos fazem muito diferentes uns dos outros, mas há algo que é unanimidade entre todos nós: o encontro diário com a privada! E sejamos sinceros conosco mesmos: há algo mais prazeroso, que sentar e relaxar sobre ela durante aqueles poucos minutos? Ali, naquele momento somos todos iguais, feitos da mesma matéria que nos classifica dentro do mesmo grupo e por mais que isso tire nossa pompa, nossa classe e acabe com nosso ego, há pouca coisas que nos faz tão bem...!
Bem-aventurado Joseph Bramah, que inventou a privada e deixe-me rápido encerrar essa matéria, pois todo esse papo me lembrou que preciso visitá-la já!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Michael Jackson Gospel

Pessoal, achei esse vídeo na internet e achei muito engraçado se não fosse muito triste. Muito embora já fosse de se esperar que isso hora ou outra iria acontecer.
Vejo as manifestações pentecostais como algo muito puro e santo e de uns tempos para cá começaram a banalizar de forma que não só esse vídeo prova isso como também as sátiras nas igrejas pentecostais americanas mostradas em filmes como: "Resistindo as tentações", "Um Príncipe em Nova Iorque", etc.
Vejam a que ponto chegamos, como disse em outro post: Fazemos Lutero virar no túmulo de vergonha!

Saulo Ferreira

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quando você acorda


Por Lucas Souza em 05/06/2008, acessem: http://blogs.gospelmais.com.br/lucassouza/


O despertador lhe acorda como se houvesse um saco de trinta quilos de arroz sobre o seu peito. Sua vista está turva, suas pernas cansadas, e a responsabilidade de que só você pode fazer o que deve ser feito nessa manhã vale já por metade do peso do saco. A outra metade é referente ao seu cansaço, à sua noite mal dormida, às doze horas de trabalho do seu dia anterior.
Seu estômago reclama, sua cabeça reclama, as solas dos seus pés reclamam que você se levantou cedo demais, que na verdade você merecia dormir até que a fome do meio dia se tornasse inoportuna às duas da tarde, ao ponto de não lhe permitir continuar deitado. Mas agora que você já está de pé, que seu cérebro já trabalha além da letargia e a água meio quente meio fria do chuveiro elétrico lhe permite organizar as idéias, tudo já nem parece mais tão difícil. Enxuga-se rapidamente, veste-se com aquela roupa-uniforme de toda semana, corre pra cozinha e ai então se põe a preparar um misto, toma um suco de laranja, coloca uma maçã-embrulhada na bagagem para comer lá pelas dez horas e sai de casa apressado, já imaginando o trânsito.
Depois de andar cinco quilômetros em 20 minutos, você já se sente mais aliviado, porque percebe que conseguirá fazer o trajeto até o trabalho em pouco menos de uma hora. Contudo, logo à frente, dois carros se chocam num grande acidente sem vítimas, suficiente para parar o trânsito completamente. Buzinas soando, pessoas a xingar os motoristas barbeiros e outras mais a saírem dos veículos, bastante curiosas, para ver o estrago da cena.
Você está lá, dento do seu carro, imaginando o que deveria fazer naquela situação. Reclamar você já reclamou, com direito até soco no volante, como também buzinar, bater a cabeça no encosto do banco e dizer: “É hoje!”. Entretanto, você acaba por perceber que a sua ira de nada adiantou, já que tudo ficou parado da mesma forma, à espera da polícia, dos peritos, da perícia, e ficou óbvia, definitivamente, a sua impotência diante daquela avenida interrompida.
Você se põe então a pensar no dia, a olhar para o relógio. À sua direita você vê outras duas filas de carros parados. No seu colo, seu celular vibra ante a ligação do seu superior, que possivelmente questionará o seu atraso, mas você não atende. No banco de trás, uma pilha homérica de papéis que precisam ser analisados ainda essa semana. E do lado esquerdo, à sua janela, a vista mais incrível que você já viu.
Em meio ao caos você percebe que um sol cor de ouro reflete sua força sobre as águas transparentes do oceano. Você não se deu conta, mas a chuva do dia passado foi embora, amanhecendo um dia completo, azul, inesperado. Agora, sobre a colina que dá vista a toda a cidade duzentos metros abaixo, e a todo o mar que banha estas cercanias, você percebe a claridade das árvores, ainda molhadas, brilhando um verde irresistível, e uma multidão de pássaros que começam a passear de galho em galho, divertindo-se com os pingos d’água. Põe-se a abrir o vidro, e recebe uma brisa suavemente tranqüilizadora sobre o rosto. Você fecha então os olhos, sendo essa a sua melhor forma de guardar aquele quadro dentro da memória e, ao abri-los, faz uma oração silenciosa.
O seu coração começa a bater um pouco mais forte, e uma certeza de algo inexplicável toma conta de você. É o tipo de momento onde ninguém poderia perguntar sobre o que se está sentindo, visto que seria responder o indescritível. Torna-se então bem fácil ver a Deus naquela manhã, naquele instante onde tudo parecia lento, sobrecarregado, corrido, diante de toda a movimentação desesperada dos homens e assimilada por você, também homem.
Percebe que bastou olhar para um lugar onde ninguém olhava para mais facilmente encontrar sentido e força para continuar seguindo. Mesmo que seja inexplicável, havia um perscrutar de esperança latejando dentro do seu coração, ansiando por algo acima de toda aquela lancinante confusão.
Seus olhos pousam novamente sobre a mesma vista, e você percebe o fôlego de Deus sobre seus cabelos, como se uma mão lhe acariciasse a cabeça e lhe fizesse repousar num pasto verdejante, onde é possível reencontrar o fio da meada, o cálice que rolara encosta abaixo, a voz que há muito se calou.
De repente, porém, ecoa um som de várias buzinas que vêm por trás de você. Parado ainda, olha à sua frente e percebe que a pista já estava liberada, e que em seu relance da eternidade você se absteve da terra dos homens por alguns poucos minutos. Percebe que a vista do andar superior das coisas inexplicáveis deixou-lhe com a aparência de quem sonha, de quem espera, de quem sabe para onde vai, mesmo não indo e ouvindo as reclamações mecânicas dos carros.
O trânsito segue sua cadência lenta, e você continua nele, em direção ao trabalho. Olha para os lados e tudo o que agora vê são casas e prédios, carros, ônibus e pessoas apressadas. Finalmente você estaciona e já se sente cansado por quase uma hora e meia ao volante, logo cedo. Mas, ainda agora, você consegue perceber que o Eterno continua ali, sempre, dentro de você, e era você que passava sem percebê-lo. Corria tanto que esquecia o porquê do seu andar, sem lembrar que Ele está sempre desejando existir dentro do seu cotidiano assoberbado e repleto de vícios, simplesmente porque o cotidiano é seu, de você.
Exatamente assim, porque sei que Deus continua na mesma estância em que deixamos de vê-lo, habitando eterno no procurar do homem, mesmo quando feito de desassossego.

Nele, de onde recebemos a Graça que proscreve o medo,

Lucas Souza
05/06/2008

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hipocrisia ou Pecado? Nas horas de crise o que fazer?


Uma cena no filme Forrest Gump, mostra o Tenente Dan num barco de pesca de camarão, erguido no mastro gritando em meio uma tempestade que quase levava o barco a pique, desafiando Deus e a natureza, com brados de blasfêmias e rancor sufocado. Ele havia perdido as pernas na guerra do Vietnã e achava que deveria ter morrido no campo de batalha ao invés de ter sua vida poupada. Após a tempestade vem a calmaria e o coração tempestuoso se transforma num coração grato e ele agradece por ter sua vida poupada.

Quantos de nós não passamos por momentos tribulosos onde nosso coração deseja realmente que tudo se acabe? Quantas situações nos enfrenta como verdadeiros exércitos de gigantes e nossos joelhos tremem na certeza de que não teremos forças para enfrentá-las? Como entender adversidades covardes que destróem nossos sentimentos nos levando pessoas amadas e nos deixando órfãos?

Será que Deus não nos compreende? Será que ele se esqueceu que somos fracos? Será que ele quer mesmo é nos machucar, nos ferir e ver até onde suportamos?

Já vi a hipocrisia do santos homens de Deus desafiando pessoas a serem fortes em momentos de fraqueza, já vi pai dando testemunho da morte da filha bebê, fingindo estar sendo amparado pela graça de Deus, sendo que seu mundo havia desmoronado.

Será que ao invés de mentir estar tudo bem, alguns palavrões, algumas ofensas, algumas palavras pesadas seja a quem fosse, não seriam melhor remédio do que uma gravata de linho fino, gel no cabelo e um discurso polido mais falso do que nota de R$ 25,00?

Eu acredito em um Deus humano! Sim, isso mesmo! Acredito em um Deus tão humano quanto eu, que viveu, sofreu e chorou frente a morte de um amigo! E que sabe que ser humano é ter o dom e o direito de se arrepender e ser perdoado e de ter dentro da matéria mais sem valor, a saber o pó da terra, um universo de sentimentos que nos matam e nos vivificam a cada dia.

Ninguem me muda o que penso, em momentos de crise, a hipocrisia é pior que as blasfêmias.

"Quando sou fraco, então sou forte" 2 Corintios 12.